mar 26 2011

Uma pedra?

Ultimamente tenho notado a grande quantidade de pessoas que têm preguiça… É normal, certo? Acho que seja mesmo normal devido a quantidade de pessoas que entraram na minha estatística informal…

Eu mesmo faço parte destas estatísticas, uma preguiça momentânea e pouco controladora, mas seja pequena ou grande, é preguiça. Correto?

Então tomei a liberdade de inserir a mim mesmo nas estatísticas…

preguiça2Acredito que a preguiça seja uma característica humana natural, o problema é quando este indivíduo inerte deixa que a tal arteira tome conta e atrapalhe todo o resto da sua vida.

Ok, ok… Eu exagerei… Exagerei?! Você acha mesmo?!

As vezes a preguiça excessiva faz do homem um fracasso total, seja pela sua negligência exacerbada no trabalho, ou pelo convite social sem resposta no armário, ou até mesmo o maldito controle remoto que não sai das mãos do ot… indivíduo… (melhor não rimar).

E porque essas estatísticas aumentaram?

A tecnologia veio para controlar o que já se fez descontrolado, o TEMPO.

Não se trata da meteorologia, mas da tempoedinheiroterminologia definida pelo homem para esta palavra. A definição mais "escrota" e malévola já existente… o Dinheiro. Olha como somos cobrados cada vez mais pelo tempo que aparentemente, nunca se perde, mas que nos deixa em completo estado de desolação… O homem criou o relógio, e o aperfeiçoou para que o mínimo possível desta medida "cretina" fosse perdida. Este aperfeiçoamento levou o homem a loucura, Santos Dumont com sua idéia brilhante fez seu amigo Louis Carter, também inventor, dar vida ao primeiro relógio de pulso, nem imaginava ele o que esta "coisa" iria virar.

Hoje em dia, este maldito aparato dos diabos controla tudo, ou quase tudo que se tem no mundo… Claro, as facilidades que este brinquedinho trouxe são mesmo impressionantes, mas os malefícios são devastadores se analisarmos grandes empreendimentos… Veja dentro de uma empresa que trabalhe com as cotações da Bolsa, olha o inferno que é lá dentro… Não falo de barulho, mas da quantidade de gente que conta até os segundos para acertar o momento exato de investir "verdinhas".

E que relação há entre preguiça e o relógio?

Quase tudo que não entra nestas normas loucas de "contar os segundos" é tarefa de preguiçoso, assim como todos que não seguirem se tornarão… O fato é que o desgaste pela correria é tão grande que até os possíveis "loucos" cansam antes mesmo de executar suas tarefas mas o "Mundo Capitalista" tinha que tachar e apontar com desdém aqueles que se opusessem a esta correria infernal, assim como fazem com várias outras coisas que "decidem" ser ruins… E assim nasceu o lado pejorativo de ser preguiçoso.

O Tempo se tornou inimigo do bem estar… E a tecnologia acelerou o tempo ao máximo… A política do "Menor Esforço" ditada pelos avanços tecnológicos, causou um choque no capitalismo aumentando suas possibilidades de produtividade, mas, por outro lado deixou o físico e a mente do homem despreparados. A tecnologia tornou possível a coexistência dos extremos.

E aqui cheguei na pior hipótese da preguiça, o pior dano, ao meu ver…

A Preguiça Intelectual…

Grande parte das pessoas que entraram na minha lista "Marcha Lenta" foi exatamente por este aspecto devastador…

(Se você pulou direto para o final, repense…)

8699homem

Quando o homem pára de pensar, deixa de viver, e passa apenas a existir… Não mais que uma pedra.   (Alan Santos)


fev 28 2011

Insalubridade e Perseverança…

Há alguns dias atrás eu chegava em casa cansado, tomava banho, pegava algo para comer e me dirigia ao PC. Esta é minha rotina noturna, todos os dias após o trabalho. Durante este trajeto, do trabalho até em casa, vejo e ouço no ônibus algumas histórias (ou estórias, tamanha a quantidade de percalços) que me prendem a atenção. Ouvir conversa alheia é feio, dizem, mas não se trata disto. Fato é que tais personagens que povoam o referido trajeto fazem questão de mostrar o quanto sofrem, para si e para todos os outros em volta, caso contrário o diálogo seria em tom ameno e não haveriam alaridos.

Quando canso de vivenciar histórias dos outros, plugo meus fones de ouvido e trato de dar um "ponto final" ouvindo algo mais agradável… Música!

Mas em outros momentos, meus instintos de observância me fazem captar detalhes as vezes interessantes destes seres e fatos estranhos. É incrível a disputa do "E eu?!"… As pessoas têm prazer em se martirizarem com fatos ruins da vida, falam com tamanha fidelidade que acabam tomando-os como filhos. Mas sempre há alguém que se encontra em situação pior, e começa uma disputa ferrenha.

"E eu?!"

E começa a contar:

Como perdeu o marido para outra mulher, como o filho sofre no colégio, como a filha engravidou e foi abandonada, como o sobrinho morreu, como a doença a deixou…

Mas a contraparte também não se deixa humilhar por tão pouco, e logo começa:

Como perdeu o marido para outro homem, como o filho largou o colégio pelas drogas, como a filha pegou uma DST e vai morrer logo, como tem uma doença incurável…

Ás vezes chego a pensar que a lista é infindável… Mas, hipoteticamente chegaria ao ponto final… Porém, quando suas histórias de vida já não parecem mais tão cruéis e a batalha do "E eu?!" está para terminar, surge logo a vida alheia trazendo um novo fôlego… Já que meus problemas não são suficientes pra você eu sei quem tem coisa pior… E daí continua alimentando a guerra com munição nova e inesgotável, pois todos seus parentes, amigos, conhecidos e desconhecidos têm problemas absurdos.

Mas, o que me deixa mesmo espantado com tudo isso?

É o valor… O valor que a maioria de nós damos as coisas negativas da vida… Estas já não valem mais o que são… Superfaturadas pesam muito mais, doem muito mais, matam muito mais… Reclamamos muito do que nos acontece de ruim a cada dia, que até deixamos passar despercebido as boas coisas. Fazemos questão de nos entranhar em todas as sombras que encontramos no caminho, apenas para dizer que nossa vida é muito ruim, e para que outros vejam e confirmem o quanto é mesmo ruim a nossa vida.

É incrível como até na miséria somos egoístas. Uma humanidade medíocre que se execra no odor do suor dos outros. É incrível ver e ouvir o quanto estas pessoas determinam, limitam e destroem a si mesmos. É incrivelmente ruim, observar e quase fazer parte deles, mesmo que por poucos minutos, e saber que por pouco você também não é assim, pois o vírus está no sangue de toda a raça humana, o vírus da estupidez.

Mas num determinado dia, minha rotina mudou…

As coisas foram caminhando como sempre… O trabalho, as histórias miseráveis no ônibus, o banho, a comida, o PC… E então me apareceu um vídeo sobre um americano que me fez mudar minha rotina e inserir um novo tópico ao final da pequena maratona rotineira…

Refletir sobre o quão bom foi o dia!

Nada direi a partir de agora… Apenas assista a este vídeo.

 

Este é Nick Vujicic… Sem braços… Sem pernas… Sem problemas!