set 10 2011

Mais do mesmo…

Ultimamente tenho tido problemas diversos… Na tentativa de solucioná-los, acabei me enrolando com o tempo.

Este mesmo tempo que aparentemente me mantém livre, me gerou conflitos durante uma tentativa falida de controlá-lo. Nos dias atuais, eu gostaria que fosse mesmo possível que o dia tivesse mais horas que as convencionais 24… Gostaria que fosse possível mudar algumas coisas de maneira prática, por mais complexas que parecessem. Ficaria mesmo feliz com a simples resposta definindo uma certeza, seja do sim ou do não.

Ando mesmo preocupado, e sei que tenho motivos…

Andei vasculhando antigos blogs que acompanho e li algo parecido com o que possivelmente deverei enfrentar… Espero contornar a situação, e finalmente voltar a minha rotina.


jun 13 2011

Insistência, não Persistência

Por que o ser humano tende a agir de modo estúpido?

Por que algumas pessoas são tão insistentes?

Por que essas mesmas pessoas confundem insistência com persistência?

Está bem, eu sei que são… São mesmo sinônimos… "dicionarizadamente" são a mesma coisa… Mas, deixe-me frasear sobre meus pensamentos pululantes e as reticências intermináveis…

Eu julgo insistência o fato de repetir algo errônea e continuamente… Ou apenas repetir algo inútil ao processo principal em questão. Sei que no dicionário são mesmo sinônimos, mas esta é uma forma que encontrei para, digamos, "clarear" fatos que observo.

Há alguns poucos dias atrás, vi a insistência de alguém trazer mesmo grandes prejuízos que foram muito, mas muito mesmo, além do financeiro. Muitas pessoas ainda não entendem que desafiar de maneira vil a vida trará consequências sérias. E, realmente, para esta pessoa trouxe de maneira severa… Não direi que felizmente, mas acredito que ao menos foi uma resposta que atingiu com a força necessária, ou mais. Acabou, em implicação, atingindo toda a família emocionalmente, e com tamanha crueldade. E, poderia mesmo ter atingido outros indivíduos externos ao processo.

A presunção, e não a ignorância, foi sua maior cruz. E a irresponsabilidade deverá deixar um gosto amargo de culpa.

A Vida deu sua resposta, mais rápida e cruel do que é de costume, trouxe seu fardo tão veloz quanto o escárnio ante ela.

A persistência neste caso, assim como em dezenas de outros absurdos apresentados nos jornais, foi acompanhada de tamanha estupidez, mas era de conhecimento próprio e alheio que um final infeliz poderia surgir a qualquer momento.

A única coisa que eu posso te desejar hoje é força para suportar teus próprios frutos, pois o grão foi semeado e a colheita veio depressa, mais depressa do que a tua capacidade de discernir.


out 29 2010

Três noites, um dia…

Levantei hoje com sensação de esquecimento. Lembrava-me nitidamente do sonho interrompido pelo barulho do ambiente alheio ao meu quarto. Janelas entreabertas, permitiam que feches de luz adentrassem o ambiente frio e obscuro, fazendo um esquema de luz dançante enquanto as cortinas lançavam-se ao sabor do vento.

Segundos antes de abrir os olhos, vieram-me memórias embaciadas, daquelas que não se sabe ao certo até onde é real. Lembro de fatos desconexos e imagens unidas pelo esforço de recompor a realidade. Sinto os dedos frios e o tórax quente, e um pulsar frenético de um tambor compassado.

Repentinamente… Sou todo dores…
Da panturrilha jogada para fora do colchão ao pescoço estranhamente arqueado. Enquanto uma onda quente atravessa meus músculos, fazendo-os alívio, traz consigo movimentos por um momento esquecidos, deixados para trás na noite anterior.

Mais lembranças começam a formar nas retinas, enquanto permaneço imóvel tomado pela preguiça e pela anestesia do letargo, aprofundando ainda mais minha confusão temporal…

– Até onde minha mente esteve desperta?

Lembro do celular esquecido que me fez levantar pouco antes de receber areia nos olhos… Lembro do barulho irritante que me fez despertar a noite antes de ser completamente ignorado pelos tímpanos… Lembro do abrir e fechar da porta esquecida sem tranca… Lembro dos passos pesados de alguém que caminhava no andar superior.

 

– Até onde meu subconsciente esteve agindo?

Lembro dos grãos de areia de um deserto escaldante… Lembro do sussurro quase inaudível da mulher de turbante… Lembro dos olhos ternos da amiga distante… Lembro do abraço apertado de um amor sufocante.

Sei que tudo isso, somando os momentos desconexos com as imagens espalhadas, leva-me a crer que a noite se passou em momentos diferentes e simultâneos, eu estava em três lugares e definitivamente foi possível sim… Só não sei ao certo qual era o terceiro… Um deles foi a realidade crua, o outro, o reino dos devaneios, mas o terceiro está escondido, num patamar completamente isolado da minha compreensão…

Abro os olhos com tamanha demora… Enquanto isso, minha mente confisca tais lembranças numa ilha envolta em olvido.

"Chega uma hora em que a mente alcança um plano mais alto de conhecimento mas nunca consegue demonstrar como chegou lá."
(Albert Einstein)


out 24 2010

Caveiraaaa!

É, começo esse post de forma mais simples possível…

Veja TROPA DE ELITE II…

Se você já assistiu, ótimo, se não… corra e assista!

Nosso cinema não é muito valorizado. Eu mesmo critico muitos filmes brasileiros, as vezes pelo tema pouco atrativo, outras vezes pelo roteiro pouco explorado, mas sempre dou ponto a muitas atuações.

O tema foi o melhor possível… Política! E nestes tempos de Eleições em que vivemos, é melhor ainda assisti-lo e repensar o que nossos políticos estão fazendo com o país.

Nossos atores são extremamente habilidosos com a arte que fazem. Neste filme, Tropa de Elite II, o cinema inteiro assistiu em estado de transe, num delírio hipnótico, a todas as cenas. Poucas pessoas conseguiram sair da sala, tamanha era a atenção. Parabéns a todos os envolvidos neste trabalho alucinante…

O resultado foi daqueles que dão orgulho de dizer, é um Filme Brasileiro!

É um filme que retrata a realidade, talvez não com toda a crueldade que o mundo real nos oferece, mas com quase tudo que um filme poderia nos doar! Não me arrependi de tê-lo assistido… Aliás, foi um daqueles dias em que não me arrependi de nada! Se houvesse tempo, o faria denovo!

“Imagine abordar um político como se aborda um traficante…”
(Tropa de Elite II)


out 10 2010

Ninguém…

Deitado entre destroços, sofre João o peso do mundo discrente do seu ser irônico, que de lampejos de incredulidade vibram as buzinas dos carros entre seus ouvidos pobres. Sua audição pouco prestigiosa gera um conforto merecido e cômico,  dormir ao relento é tarefa difícil numa metrópole que nunca dorme.

Desde a infância num beco sem fim viveu, cujo nome é lembrança doce, pois de criança nem tudo foi bréu. Beco tal que se recorda desde o seu primeiro conflito banal, que de menino sofre e enrigesse ter da vida sempre o lado mau.

Criaturas noturnas, animais sem fé, onde a lei é contra a vida e viver é chance rara. Treze anos é longo tempo em lugares a migué, onde sua vida dura lhe ensinara, ser homem cedo mas com maldade, vem com a fome e o crime que cala, vem com o medo donde não há liberdade, vem sem proteção e sem mandala.

João é farto de vida curta, embora criança, adulto formado. Segue livre e leve de culpa, frequente marginalizado. Soa sabores, desejos bandidos, soa tambores, batuques em prato. Quando com fome não sofre sorrindo, ainda sem nada ou pouco vintem, segue brincando em farrapo o menino, morrendo no âmago o João Ninguém.

"Quando nossa consciência será tão carinhosa que agiremos para evitar a miséria humana ao invés de vingá-la?"
(Eleanor Roosevelt)